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PORQUE A “DIVERSIDADE” NA DC É MELHOR RECEBIDA DO QUE A NOVA “DIVERSIDADE” NA MARVEL

dcvsmarvelMais uma polêmica opinião de Nano Falcão!

Uma matéria no Bleeding Cool na semana passada me chamou a atenção sobre a inserção de dois personagens gays na série de TV da Supergirl, e suas repercussões, em geral positivas, junto ao público. Principalmente porque recentes iniciativas do mesmo naipe pela Marvel não foram tão bem recebidas assim. E daí vem a diletante pergunta: o problema estaria no público ser “preconceituoso” realmente?

É fato que a Marvel nos últimos dois anos tem trocado todo o seu cast principal majoritariamente de homens brancos e heteros por mulheres, ou minorias étnicas, sexuais ou religiosas. E se puder unir mais de uma característica dessas em um único personagem, parece ser a preferência da Marvel. Ao mesmo tempo que isso ganha simpatia na mídia especializada em geral, por outro, muitos fãs de longa data da editora tem rejeitado as novas personagens, e as vendas da editora tem caído.

A DC, por outro lado, tem reformulado sua linha com a fase “Rebirth”, onde enfatiza os aspectos “icônicos” dos personagens, isto é, como eles são conhecidos pela maioria das pessoas: o Batman ainda é Bruce Wayne, a Mulher-Maravilha é a princesa Diana, o Superman tal como o conhecíamos está de volta. A medida provou-se um sucesso e deu a DC a liderança do mercado de quadrinhos. Seriam a DC e os leitores mais conservadores?

Muito pelo contrário. Afinal, Maggie Sawyer, que está fazendo bastante sucesso na série de TV da Supergirl não nasceu ontem. Ela surgiu nos quadrinhos nos anos 80, em outra famosa reformulação do Superman executada por John Byrne na época. Assim como não nasceu ontem a Batwoman, que voltará a ter sua própria revista em fevereiro, após uma calorosa acolhida dos leitores na atual fase da Detective Comics. A personagem se tornou a primeira super-heroína gay a ter sua própria revista por uma grande editora em 2011, já por ocasião dos “Novos 52”. Batwoman também em breve estará marcando ponto na TV, como anunciado pelos produtores de Supergirl.

Mas então porque Batwoman sim, e Homem de Gelo não, estariam se perguntando os leitores. Talvez tenha tudo a ver com a forma como as coisas são feitas. Em 1999, Warren Ellis criou o primeiro casal de super-heróis gay, Apolo e Meia-Noite, dupla que recentemente ganhou sua própria mini-série, após Meia-Noite estrelar pelo menos duas séries solo. Eles protagonizaram o primeiro “casamento gay” de uma grande editora de quadrinhos em 2002, muito antes da Marvel pensar em fazer marketagem com o Estrela Polar, em 2012.

Apolo e Meia Noite

Batwoman, Maggie Sawyer, Renee Montoya, Apolo, Meia-Noite, tem um grande diferencial em relação ao Homem de Gelo: eles foram já concebidos como sendo personagens gays. A DC não alterou um personagem de cinquenta anos já conhecido pelos leitores ignorando totalmente seu histórico para trazer mais diversidade para seus quadrinhos. Da mesma forma, o Cyborg sempre foi negro, desde que criado por Marv Wolfman e George Perez em 1980. Foi um movimento semelhante ao que a Marvel tinha feito com Pantera Negra, em 1966, Luke Cage em 1972, o Falcão em 1969, e a própria DC com o Raio Negro em 1977. Mesmo John Stewart, o primeiro super-herói negro da editora, em 1971, não substituía o Lanterna Verde existente, o popular Hal Jordan. Era apenas outro Lanterna, já que o conceito do personagem permite você estabelecer heróis similares sem a necessidade de destruir os existentes. O que tem sido o principal erro da Marvel no caso.

Por exemplo, em 2012, a DC apresentou um novo lanterna verde negro, e desta vez mulçumano,. Isso não significou o fim de nenhum dos queridos lanternas anteriores. Há muito tempo os editores sabem que cada leitor tem seu Lanterna preferido. Simon Baz só adicionava mais um “sabor” no cardápio. Mas faltava uma Lanterna feminina que fosse da Terra, e que fosse latina, e eis Jessica Cruz, agora na iniciativa “Rebirth”. Mas Hal, o Lanterna “icônico”, que todo mundo conhece, continua com sua própria revista.

Diversidade DC

Já a Marvel achou por bem transformar o Capitão América num nazista, arrancar um braço do Thor, MATAR o Wolverine, MATAR Bruce Banner, INCAPACITAR Tony Stark, e assim por diante, enquanto os substituía por suas novas versões “diversificadas”. Um verdadeiro TAPA na cara dos leitores que por décadas sustentaram essa indústria antes de Hollywood perceber que isso geraria uma boa grana.

A DC não é menos diversa que a Marvel. A diferença é que a diversidade nunca foi uma “moda” estabelecida do dia pra noite, pra surfar no que parecia ser o “zeitgeist” geral antes da eleição de Donald Trump. Desde a criação da Mulher-Maravilha, nos fins de 1941, uma super-heroína que não apenas é mulher, mas sempre foi identificada com o feminismo, a DC já faz “empoderamento”. E não precisou colocar uma saia no Superman pra isso, bastou criar uma prima pra ele, em 1959. Nem uma calcinha no Batman, bastou criar também uma Batgirl, em 1966.

Hoje um dos gibis mais vendidos da DC é o da ARLEQUINA, personagem de tanto sucesso, que além de figurar na revista do Esquadrão Suicida, tem DUAS revistas próprias nos Estados Unidos. De tantos dos seus personagens terem virado mulheres, a Marvel lançou uma revista recentemente só de “Vingadoras”… coisa que a DC pratica desde meados dos anos 90 com a série AVES DE RAPINA, mas com personagens de origem própria, como Canário Negro, Caçadora e Oráculo.

Recentemente a Mulher-Maravilha “saiu do armário” e se revelou bissexual, mas a bem da verdade, quem lê gibi há anos sabe que isso sempre esteve subentendido. Se os editores não fizeram antes, era porque vivíamos tempos mais conservadores e a personagem vende muitos brinquedos. Bem diferente de pegar um cara namorador como o Homem de Gelo e decidir que ele vai ser gay simplesmente porque o escritor Brian Bendis está desconfortável com uma equipe de “cinco pessoas brancas” como os Novos X-Men. Então porque você inventou de trazer eles do passado, seu filho da puta? Se queria diversidade, porque não criou uma equipe com o Estrela Polar, um baita herói subaproveitado de imensos poderes? Ou porque não criou um NOVO PERSONAGEM com essas condições?

O que traz a verdadeira questão a BAILA: Qual foi a ÚLTIMA VEZ QUE A MARVEL criou um novo personagem pra valer? Deadpool e Cable, nos anos 90, foram “acidentes felizes”, e acabou nisso. Nos últimos vinte anos, a editora NÃO CRIA NADA DE NOVO, e acha mais fácil “desfigurar” um personagem estabelecido do que criar um novo. Eu gosto muito de Sam Wilson, mas como eu digo, quando a gente transforma ele no Capitão América, a gente perde o Falcão. Se a Marvel queria uma “Thor feminina” poderia ter dado uma reformulada na Valkiria, deusa asgardiana que também já teve identidade mortal. Mas o pior pra mim é o Hulk, tínhamos um personagem NOVO, EXCELENTE, que era AMADEUS CHO, um herói que resolvia as coisas só com o CÉREBRO, e somente pelo fato dele ser coreano e a Marvel ver que nenhum personagem grande tinha olhos puxados, resolveram torna-lo no Hulk. Por que não investir mais em Amadeus Cho? Ou criar um novo grande personagem asiático? E pensar que nos anos 70 um dos grandes sucessos de venda da Marvel era SHANG SHI, MESTRE DO KUNG FU. Onde está ele?

Para resolver o problema da diversidade, numa editora onde majoritariamente todos os grandes personagens eram brancos e heteros, a Marvel tomou o caminho mais fácil, que era simplesmente trocar suas identidades . Construir novos personagens, como a DC fez ao longo das décadas, não dá lucro imediato. Arlequina não foi sucesso imediato, nem a Mulher-Gato, ou a Batgirl, a Supergirl até ganhar sua série de TV até hoje anda “patinando” nos quadrinhos. Mas essa é a mesma senda que qualquer personagem de gibi – seja ele branco, negro, hetero, gay, protestante ou ateu tem que atravessar. O que não dá pra fazer é trapacear o leitor, tentando abusar da popularidade de uma MARCA, e trocar suas características simplesmente porque não fez o dever de casa na hora de REALMENTE CRIAR PERSONAGENS mais diversificados e inclusivos. E por esse motivo, a BATWOMAN e MEIA-NOITE sempre serão mais aceitos que RIRI WILLIAMS e o HOMEM DE GELO. Não são os leitores que rejeitam as minorias, o que eles realmente rejeitam é o oportunismo. Como o sucesso da Alex Danvers e Maggy Sawyer está aí pra comprovar.

DC Comics Diversidade 2

Nano Falcão

47 Comments

    • Gostei muito do artigo, principalmente por falar o que penso do Bendis, além disso ele transformou o ciclope num terrorista…Acho que o último herói legal que a Marvel criou foi o Fantomex.

  1. Belo artigo. Parabéns. O resultado da mão pesada praticada pela Marvel resulta em críticas dos que enxergam o exagero nestas mudanças radicais uma tirania do Politicamente Correto.

    • seu maluco não existe ditadura do politicamente correto e o autor do texto celebra a diversidade , só critica a maneira oportunista que a marvel fez, e resultou em algo forçado e ruim.

  2. Muito bom. Meus parabéns pelo artigo. Realmente, nunca tinha notado isso… A minha única dúvida seria: Como vc vê a “saída de armário” do Alan Scott?

    • Eu não sei o escritor do post, mas vamos combinar: Quem que liga pro Alan Scott?

      Mesmo na Terra 2 dos N52, que foi um Reboot, ou seja, um REINÍCIO de tudo, o Alan Scott pode morrer que ninguém vai ficar de luto, nem o Jay Garrick ficaria de luto ehauehuahuehau.

      Tentaram fazer o Alan Scott mais relevante, conseguiram, além de atrair público para um personagem esquecido, de uma TERRA ALTERNATIVA que estava igualmente esquecida e que a maioria dos novos leitores que vieram com os Novos 52 sequer sabia que existiu antes.

      E outra, já notou que todas essas mudanças étnicas e sexuais, fora a do Homem de Gelo, foram em personagens que estão na grande mídia? Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk e futuramente Capitã/Miss Marvel só tem em comum uma coisa: fazem ou farão parte dos filmes dos vingadores.

    • Justamente pelo Alan Scott não se enquadrar no exemplo, nem foi descrito no texto. O mesmo para o “novo” Wally West. Esses personagens também são exemplos que foram rejeitados pelos fãs por serem muito diferentes da concepção original deles, e a DC errou a mão neles, fazendo o mesmo que a Marvel. Mas a tendência geral da DC é investir mais em personagens diversificados originais. Com certeza é preciso se adequar aos novos tempos, e a editora tem a enorme vantagem que precisa de ajustes bem menores. O grande problema da Marvel não é “diversificar” os personagens, mas tentar fazer tudo imediatamente para sanar uma política equivocada de 50 anos de personagens majoritariamente homens e brancos. Até 2013 Carol Danvers era só uma coadjuvante no Universo Marvel. Não fosse a Disney querer ter uma “mulher-maravilha”, nem teria virado capitã…

      • ah, eu gosto do novo Wally West e do conceito de ter um Kid Flash ainda.. e Manter o Wally como Flash nos Titãs..

    • cara, eu achei bem ok deixar o alan scott gay. era um novo mundo edesde o começo os novos 52 propusera mudanças, sem falar que apesar de um personagem antigo, ele num tinha uma cronologia foda de enorme tipo o hal e os outros, e a maneira que fizeram foi bem sútil e natural, quem leu a hq sabe. foda foi o homem de gelo, eu fiquei ultrajado, meus amigos que leem quadrinhos costumavam dizer que eu era a única pessoa do mundo cujo o x-man favorito era o homem de gelo, marvel não tem respeito cara.

  3. Muito bom texto!!
    Digo que Riri Willians ainda é aceitável,mas algumas coisas como o beijo de Wolverine com o Hércules, personagens que ja tinham uma história concreta mudando completamente, achei bem desnecessário.
    Sou homossexual, mulher e nem sou tão fã da MARVEl assim, mas algumas dessas coisas me encomedam um pouco.

    • Verdade. Riri Williams poderia ser uma nova heroína, não um homem de ferro genérico.Vão chamá-la de “Iron Heart”, ótimo, mas porque o gibi se chama IRON MAN? Me parece até vergonha de usar o “Woman” ou o “Girl”. É um “empoderamento” estranho não querer se assumir. Ademais, qual a vantagem de ser uma menina negra, se você vai esconder toda a sua pele debaixo de uma armadura? De que forma isso é representativo? Nos anos 70, John Romita disse que o Homem-Aranha era o personagem de maior sucesso internacional da marvel porque sua pele não aparecia – então ele podia ser branco, mas isso era “apagado” pela sua roupa colorida, e por isso sua aceitação em qualquer mercado mundial com outras etnias. Se isso era válido pro Aranha não seria o mesmo pra heróis negros que usam roupas de corpo inteiro? Então no que isso acrescenta pra diversidade?

    • O caso da Riri é mais uma vez o Bendis criando personagem que ja existe prs poder se vangloriar, serio, é um conceito muito bom mas que seria BEM MELHOR pensado, ainda mais com os eventos daquela desgraça que foi Civil War 2, se tivesse usado a sobrinha do Rhodes, uma personagem negra, genio, e que ainda teria essa ligaçao ao Rhodey que morreu
      Mas é, esse texto é muito bom mas podia pegar um pouco mais no caso da Marvel vender só #1 pra gente que nao le quadrinho, tomar decisoes focadas so em marketing, etc
      Alias, nos eua eles tao mandando revistas de graça pras LCS pq NAO TA VENDENDO e eles podem enganar os numeros assim

    • Algumas coisas deviam ficar clarar, o Wolverine não beijou o Hercules, isso avonteceu em um especial de um universo alternativo. E Riri Williams aceitável? Só se for para os que nunca leram HQ do Iron Man, para os fãs dele, ela é totalmente incompatível com tudo o que já foi construído em torno dele. O cara passa 5 décadas paranoico com quem utilizará a tecnologia dele e a tornará rotineira e descartável, daí chega uma menina lá que constrói uma armadura toda capenga e ele “ah okay pode ficar com meu legado, ta? Inclusive eu vou te ajudar!” Façam-me um favor.

  4. Parabéns pelo artigo é sempre bom ver uma crítica bem embasada e realmente construtiva. Mas dizer que a marvel não cria nada realmente novo nos último 20 anos é exagero não acha? Você conhece os fugitivos? Eles tem bem pouca liga ligação com o resto do universo, definitivamente não são reformulações de outros personagens, tem uma lider asiatica e a maior parte do grupo é formado por minoriasem toda as formaçõed. É frustante que a Marvel não tenha investido mais neles, mas isso não quer dizer que ela não os tenha criado e dado dois volumes maravilhosos pra eles ( o terceiro foi uma bosta diga-se de pasagem ).
    E sim, certo é errado eliminar personagens antigos e amados para substitui-los por outros mais politicamente corretos eu realmente concordo com isso; mas você sabe que a substituição do cap aconteceu porque ele perdeu o soro de super soldado e não porque ele “virou nazista” ( o que aconteceu na hq DELE e, apesar de todo o sensacionalismo em cima disso, na proxima edição já foi reveledo ser um plano do caveira vermelha).

    • Julia, Fugitivos é ótimo. Mas não considero uma “criação” da Marvel e sim do genial Brian K. Vaughan que teve a infelicidade de criá-los pra Marvel, quando deveria ter feito isso de forma autoral. Tivesse criado Os Fugitivos na Image garanto que estariam com gibis até hoje, não no “limbo” que a Marvel colocou eles.

      Sei muito bem o processo da “troca” do Capitão. E todas essas “explicações”, a gente sabe que são subterfúgios. Steve Rogers não deixou de ser o capitão por causa de uma “evolução de roteiro”, mas simplesmente porque a Marvel queria chamar a atenção pra um Capitão América negro. Mas da mesma forma que o Capitão não era o Bucky, também não é o Sam Wilson, pra mim há dois personagens cuja persona atrás da máscara é insubstituível: Batman e Capitão América. Mais do que o uniforme, o herói ali era o idealista. Para o Sam ser melhor aceito, eles então desenvolveram isso de tornar o Capitão num nazista. Mal gosto tremendo, ainda que peça de roteiro que a gente sabe que eles vão voltar atrás. Mas o dano está feito.

      PS: Alguém tem lido essas histórias? Existe também outra razão pras vendas terem caído: a maioria das histórias anda bem ruim. A Marvel entrou numa espiral que acha que quando mais mudanças sensacionalistas mais vendas vai ter e descuidou totalmente da parte editorial.

  5. Ótimo comentário, tenho uam visão muito parecida e vivo falando isso para meus amigos, só discordo de uma coisa, a Marvel cria muitos personagens, nas revistas dos mutantes, varias eram criados todos os anos, o problema é que a editora não investia neles.
    Acredito que a marvel vai continuar em queda por um bom tempo, por usar essa estrategia idiota, os fãs que comprar HQs não querem essas mudanças.

  6. Eu sei que esse comentário é inusitado, mas, é possível conversar sobre como eu poderia me tornar um escritor desse blog? Se sim, eu tenho muito interesse. Tenho lido alguns textos, embora não tenha comentado, e tenho vontade de dedicar o meu tempo livre pra escrever sobre algo. Se o blog tiver interesse (ou pelo menos uma vaguinha pra mim), entrem em contato comigo por e-mail.

  7. Miles morales e a Kamala são os melhores exemplos que isso que a Marvel ta fazendo não é nada mais do que uma opção criativa que pode dar ou não certo (deu certo pra caralho com os dois citados). Os mesmos haters que reclamam dessas mudanças são os mesmos que cobram historias fodas e diferentes ou simplesmente não leêm as historias desses personagens novos e só sabem reclamar. Nego querer que personagem com mais de cinquenta anos de historia não sofra mudança por puro saudosismo é foda.

  8. Concordo plenamente, incluído a crítica ao Bendis q pra mim é um puta de um oportunista
    Mas o fato é q com reclamação ou não dos fãs das antigas a Marvel tem tido sucesso

  9. Só pra constar, não é que mudaram a orientação sexual do Homem de Gelo, é que agora são dois Homens de Gelo: o primeiro que é adulto e continua heterossexual e o adolescente que viajou do passado junto com os outros x-men originais é que é gay. É como se o Homem de Gelo adolescente fosse um novo personagem porque o outro não foi substituído, mas eu concordo que a maneira de abordar o assunto pela marvel foi propositalmente controversa pra gerar repercussão e que não ajuda a representatividade de gays nas HQs.

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  11. Quase ninguém lembra, e não q tenha taaaaanta importância, mas a Montoya tinha um noivo/namorado que morreu na saga contágio do Batman. Ele era da marinha, se não me engano. Mas ela foi ficando mais conhecida depois, e sofreu “transformacão”. Acho que por isso passou batida essa mudança nela!

  12. O grande erro é ficar mudando as cosias pra agradar a geração mimimi…Deixa os herois como foram criados e pronto. Quem gostar lê, quem não gostar vai ler mangá ou outra coisa.

  13. Tudo é chato hoje em dia, mas o mais insuportável de chato é a imposição que você é obrigado a aceitar. Criem personagens novos e os coloquem em histórias dos personagens famosos e depois deixem eles andarem com suas próprias pernas. Outra pergunta: “A diversidade só serve para os heróis? Os vilões devem ser os mesmos “brancos, machos” e idiotas de sempre?

  14. ótimo texto, só não gostei da parte onde o autor escreveu “filho da puta” pq sai do profissionalismo, não q eu me incomode com palavrões, mas é que da aquela sensação de ser um post do facebook e não uma matéria XD

    mas mesmo assim, é um ponto q eu venho tocando a muito tempo, não se deve substituir heróis só pra preencher uma agenda, vale muito mais a pena criar novos e evoluir eles com o tempo para que se destaquem.

    um dia ainda espero poder soltar minha listinha com 50 heróis q eu criei, tornar isso numa HQ e mostrar que é possível sim vc fazer as coisas diferente do q essa tentativa ridícula da marvel…

  15. WTF a matéria começa citando Meia Noite e Apolo que NÃO ERAM DA DC, eram uma PARÓDIA que foi comprada pela DC posteriormente
    Steve Rogers eventualmente voltará a ser quem era, isso é parte de uma trama pra Império Secreto, foi algo causado pelo Cubo Cósmico do Caveira Vermelha;
    A EDITORA NÃO CRIA NADA DE NOVO HÁ VINTE ANOS? KKKKKK todas as novas gerações de mutantes, os novos inumanos, a Ms. Marvel, o Mosaico, são o q mesmo?
    E tem gente aqui que fala muita loucura, cmo assim Riri é aceitável mas Wolverine beijando Hércules não? QUE WOLVERINE GENTE? Ali era o GENERAL HOWLETT de uma realidade alternativa… informem-se
    O WOLVERINE NORMAL NÃO FOI MORTO POR CAUSA DE REPRESENTATIVIDADE e sim por ter sido ESGOTADO por más decisoes editoriais… e botaram o OLD MAN LOGAN que fez tanto sucesso que teve filme, no lugar. E sinceramente está ótimo.
    Comentário aqui de alguém que lê absolutamente tudo que a Marvel lança, no mínimo pra falar mal sabendo.

  16. Não sei se é o caso desse site, mas a resposta da questão da diversidade já havia sido dita a muito tempo. Os fãs sempre disseram q não deveriam mudar os personagens existentes, sempre disseram “criem outros” e a mídia em geral acusou esses fãs de fascismo e preconceito.

    Agora pelo visto a mídia vai tirar o corpo fora, fingir que eles não apoiaram em massa a visão da Marvel, fingir q não acusaram a DC ser conservadora [insinuando outras coisas]…

  17. Falou tudo! Transformar um personagem que Vc conhece a tantos anos em outra coisa causa acaba tirando o interesse do leitor. Até quando tiraram a cueca de cima da calça do Superman eu não gostei muito de início kk

  18. Uma errata, Mag Sawyer não foi concebida como gay, ela tinha um namorado nas revistas do super na década de 80 e o abandonou para a intergangue não o matar! (ok, é aquela historia de duas páginas que ninguém se lembraria) o único equívoco da Dc neste quesito em minha opinião, foi no Alan Scott: não precisavam fazer isso com ele, além da Jade, ele tinha um filho que era gay. poderiam reformulá-lo de vilão para anti herói e colocá-lo na luta contra o preconceito. seria mais plausível!

  19. Falando em DIVERSIDADE eu gostei muito de ver um superman mexicano que é filho de um vilão,queria ver mais dessas dimensões! !

  20. Logo de cara, percebi um erro teu, Nano Falcão, quando você diz que personagens como Batwoman, Montoya, Maggie Sawyer, Apolo e Meia-Noite foram concebidos como personagem LGBT desde suas respectivas origens. Desses personagens listados, apenas Apolo, Meia-Noite e a Sawyer foram criados assim, pois foram os seus próprios criadores que acrescentaram isso a eles, apesar de só ter sido revelado a orientação sexual da Sawyer um ano depois da sua primeira aparição e de uma forma bem subliminar. Montoya foi criada por Paul Dini originalmente para a série animada do Batman dos anos 90, apenas em 2003 que é revelado que ela é lésbica e pelas as mãos do roteirista Greg Rucka em uma HQ. Já Batwoman foi originalmente criada em 1956. Ela e a Bat-Girl original (Bette Kane, criada em 1961) surgiram logo após da polêmica criada por Fredric Wertham em seu livro A Sedução Do Inocente onde, entre muitas sandices, sugere que Batman e Robin influenciavam os jovens a serem gays. Portanto, Batwoman e Bat-Girl foram encomendadas para formar par romântico com Batman e Robin, respectivamente. Em 2006, em outra HQ co-escrita por Greg Rucka, ela foi revitalizada para essa versão atual. Mas, mesmo assim, anos depois a personagem original foi reintroduzida na cronologia, assim tornando a Batwoman atual em uma personagem de legado. Ou seja, tanto a Montoya quanto a Batwoman tiveram as suas orientações sexuais reveladas muito depois de serem criadas, por outros autores e com o acréscimo de uma delas herdarem um manto. Duas, se contarmos a fase da Montoya como Questão. Isso refuta o argumento que muitos usam dizendo que “para ter personagens LGBT ou de outras minorias, que criem novos e não mudem os antigos”. Isso foi feito antes e ninguém notou ou levou em consideração.

  21. Outra coisa citada no teu texto: Mulher-Maravilha, Batgirl e Supergirl. Ele cita no texto que desde a criação da Mulher-Maravilha, a DC faz “empoderamento” com ela e que ela sempre foi identificada com o feminismo. Não e não. Primeiro que a vibe feminista da Mulher-Maravilha tem mais a ver com seu criador e as suas esposas (que foram muito influentes na criação da personagem) do que com a DC em si. A ideia de criar uma super-heroína veio de uma das esposas de William Moulton Marston. E esse viés feminista permaneceu apenas nas histórias escritas por ele pois quando ela se tornou membro da Sociedade da Justiça, outros autores a tornaram em SECRETÁRIA da equipe, enfurecendo o William. Após a morte dele e o fator Fredric Wertham (que também mirou, em seu livro, na Mulher-Maravilha), ela perdeu toda a sua personalidade em favorecimento de personagens masculinos chegando ao ponto de perder seus poderes no fim dos anos 60. Ela só voltou as origens graças a Gloria Steinem, fundadora da Ms Magazine, onde a personagem foi capa da primeira edição com um ensaio apreciativo sobre ela e ao seriado de TV. Mesmo assim, a personagem ainda era sexualizada pela a editora e mesmo quando a DC quis mudar o visual dela, trocando o maiô por calça, acabou voltando atrás por causa de reclamações de fãs xiitas. Recentemente, ainda teve outra mudança no uniforme (cujo o qual foi criticado, mas com menos intensidade), só que ele mudou novamente para ficar mais parecido com a versão cinematográfica. Batgirl e Supergirl não foram criadas com a intenção de “empoderamento feminino” pois, por muito tempo, viviam na sombra do Batman e do Superman, respectivamente. Tirando a versão original da Batgirl, a versão Barbara Gordon (que surgiu na série de TV dos anos 60) só foi ter relevância maior a partir de A PIada Mortal, onde ela fica paraplégica. Mas, nas HQs, ela só ganha título próprio em 2000 com outra personagem sob o manto, Cassandra Cain. Já Supergirl só foi ter relevância quando morreu em Crise Nas Infinitas Terras e, mais tarde, em seu título solo escrito por Peter David. Ou seja, ambas só começaram a chamar atenção mesmo e ter histórias independentes recentemente. Sem falar que o número de personagens que representam minorias ainda são menores do que os personagens masculinos brancos héteros e cisgêneros. E nem vou citar o quanto era óbvio que, cedo ou tarde, Sam Wilson herdaria o manto de Capitão América já que ele foi parceiro do Steve assim como o Bucky foi (que, aliás, também virou Capitão América e ninguém reclamou!).

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